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Currículo Bem Feito : Garantia de Entrevista !

Um
currículo bem
feito facilita o caminho para conseguir entrevistas e ajuda a orientar
os recrutadores.
São enormes as chances de que um currículo mal
feito seja relegado à pilha dos candidatos
desinteressantes. Mas, se você conseguir produzir uma boa
impressão, ele pode abrir
portas. Mas, seja cauteloso, pois para fazer um bom
currículo, é preciso tomar certos
cuidados:
Não abuse da
paciência do entrevistador :
Seja conciso pois ninguém
agüenta ler mais
de três páginas. Para executivos jovens, uma
página é suficiente. Executivos com
mais tempo de carreira podem se estender mais e nestes casos, se o
currículo for
muito breve, parece que ele realizou pouca coisa. Use frases curtas e
evite adjetivos.
Deixe margens largas e não use letras muito pequenas, use
Arial 11, lembre-se de
que a maioria dos recrutadores tem mais de 40 anos e já
não enxerga bem.
Vá
direto ao
ponto : Quando se tem várias
experiências anteriores, convém abrir o
currículo
com um Resumo de Qualificações no qual, em 30
segundos de leitura, o candidato exponha
seu objetivo (exemplo: Cargo Executivo na área Industrial ou
Diretor/Gerente da
área Industrial) e relacione, em tópicos curtos,
as experiências profissionais que
justificam a pretensão.
A
propaganda
é a alma do negócio :Recorra a softwares de
editoração eletrônica e impressoras a
laser para
produzir um currículo bonito. Se sua aparência for
boa, inclua uma foto. Se você
foi promovido várias vezes, é importante
enfatizar isso. Itens de sua carreira que
não colaboram com suas ambições devem
ser pouco enfatizados ou postos de lado. Não
conte o porquê de ter deixado os empregos anteriores. Isso
é assunto para a entrevista.
Cuidado
com
o português : Erros de ortografia, gramática e
digitação causam péssima
impressão. Peça
ajuda a quem conhece bem as regras do português para revisar
o texto.
Não
se esconda
: Certifique-se de colocar nome,
endereço, telefone e E-mail logo no início
da primeira página. Currículos são
lidos rapidamente e essas informações
são fundamentais
para você ser encontrado. Faça Networking, coloque
seu currículo em sites de empregos
e sites de relacionamentos.
Não
coloque
números de documentos :Números de RG ou de título
de eleitor são informações
irrelevantes. Também
não se deve informar raça, religião e
filiação partidária pois estes
são assuntos
que nada tem a ver com sua competência. Salários
anteriores, pretensão salarial
e referências só devem ser apresentadas na
entrevista.
Em
diversos currículos
eu tenho notado que as pessoas colocam
informações que não precisam ser
adicionadas.
Mas por que ? Porque esse tipo de informação
não agrega absolutamente nada para
o selecionador, ou seja, não são essas
informações que vão decidir pela
entrevista
ou por uma contratação do candidato.
Portanto, NÃO
coloque no currículo :
Filiação : Nome do pai e da
mãe, não precisa.
Informações
da família : Não coloque nome do cônjuge
e nem dos filhos, coloque só Casado 2 Filhos
ou Solteira.
Data
e local
de nascimento : Não coloque data, diga apenas
Brasileiro ou Brasileira.
Números
de
documentos : Nem sonhar ! Cuidado com os malandros de
plantão !
Cursos
em excesso
ou cursos fora do perfil profissional : Passa a ser futilidade.
Linguagem
confusa
ou rebuscada : Além de confundir o selecionador,
perde pontos.
Descrições
muito detalhadas : Cuidado com o excesso de preciosismo !
Assinatura
: Não há necessidade de sua
assinatura no currículo.
Pretensão
salarial : Somente coloque no
currículo se for exigido, caso contrário a
negociação salarial deverá ser
discutida
na entrevista.
Referências : Não coloque, leve-as
consigo para a entrevista...
Mentiras : Nem sonhar ! Cuidado
que um dia a casa cai...
João Carlos Cruz, Economista e Administrador de Empresas,
com especialização em
Finanças pela Universidade de São Paulo, pela
Fundação Getúlio Vargas e pela
Universidade
de Boston Mass. U.S.A. Atualmente tem um site de apoio ao desempregado.
Visite:
www.novosplanos.com
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O
nome do jogo é meritocracia. Descubra em 10 passos
como e quando negociar um pedido de aumento salarial. Afinal, tapinha
nas costas
não paga contas.
Como
Pedir Aumento
*
por Tom Coelho
“Se
você pensa que pode, você pode.
E
se
você pensa que não pode, você
está certo.”
(Mary Kay Ash)
O
mundo corporativo coloca
em pólos opostos o empregado, acreditando-se
injustiçado porque ganha menos do que
julga merecer, e o empregador, convencido de que paga mais do que
deveria pela produção
gerada.
Para
vencer a batalha de conseguir
um aumento salarial, informação e
astúcia são os ingredientes básicos,
aplicados
conforme as dicas a seguir.
1.
Faça
uma auto-avaliação criteriosa.
Aumentos devem ser obtidos
por mérito antes mesmo de serem desejados. Por isso, pondere
sobre sua performance.
Acompanhe seus relatórios de avaliação
de desempenho e competências e o de seu supervisor e colegas
de
trabalho.
2. Pesquise
o mercado. Analise a
média salarial do seu cargo no mercado
comparando-a com a média paga por sua empresa. Lembre-se de
considerar o porte da
companhia. Não se pode esperar de uma pequena
corporação a mesma capacidade de
remuneração
de uma multinacional.
3.
Conheça
a política salarial de sua empresa.
Uma companhia com plano
de cargos e salários bem estruturado apresenta regras para
promoção, premiação e
remuneração. Assim, pode haver
critérios que considerem não apenas
questões qualitativas,
vinculadas a resultados, mas também ciclos
cronológicos relacionados às faixas salariais.
As normas podem até mesmo limitar a autonomia do gestor na
concessão de aumentos,
impedindo-o de atender à sua demanda.
4.
Estude o ambiente. Observe
o desenvolvimento de seus colegas de trabalho. Procure identificar um
padrão de
comportamento que possa ter conduzido alguns profissionais a uma
posição superior.
Examine o mercado e a posição relativa de sua
empresa para descobrir como anda sua
saúde financeira no momento. Faça uma leitura do
perfil e das reações de seu gestor
a fim de notar a melhor ocasião para abordá-lo.
5. Prepare
o terreno. Faça um
levantamento de suas atividades buscando
mensurar os resultados alcançados. Elabore uma
relação dos benefícios que
você traz
para a corporação e como pode
potencializá-los. Prepare uma proposta de
solicitação
de elevação salarial atrelada às metas
da empresa, com um planejamento detalhado
para um horizonte de doze meses, por exemplo, com gatilhos de
incremento em seus
proventos a cada fase concluída do projeto.
6. Dê
o bote. O melhor local: na
própria empresa, em uma reunião
a portas fechadas para minimizar o risco de
interrupções. O momento certo: logo
após a realização de um projeto bem
sucedido e num dia em que o gestor esteja de
bom humor. A abordagem recomendada: clareza e objetividade na
exposição, porém sem
denotar agressividade. Iniciar enaltecendo com autenticidade a
companhia, o cargo
exercido, a liderança e a equipe. Explicitar o trabalho
realizado, os pontos positivos
e as perspectivas futuras, conforme o planejamento traçado
anteriormente.
7. Quanto
negociar. Não
há uma regra para isso. Primeiro, porque depende
da política da empresa. Os dissídios coletivos
anuais são da ordem de 5%. Já os
aumentos vinculados ao tempo de serviço ou
mudança de função dentro do plano de
cargos e salários giram em torno de 10%. Os maiores
índices podem ser obtidos quando
acoplados ao resultado da companhia.
8.
Esqueça
os apelos emocionais. A
corporação não está
preocupada com
o fato de sua família aguardar a chegada de
trigêmeos, o filho mais velho ter ingressado
numa universidade privada ou seu avô exigir um
caríssimo tratamento médico. Separe
a pessoa do problema. Justificativas de cunho emocional podem
até funcionar uma
primeira vez, mas o risco maior é causar constrangimento e
denunciar que você é
um mau administrador de suas finanças pessoais –
e, por conseguinte, um péssimo
exemplo de gerenciamento para a própria companhia. O foco
deve estar em seu desempenho
e o nome do jogo é meritocracia.
9. Esteja
pronto para negociar.
Evidentemente, sua proposta pode ser
total ou parcialmente recusada. Neste caso, negocie
benefícios, objetivando ganhar
mais no longo prazo com base em seu desenvolvimento pessoal. Assim, um
curso de
idiomas ou um MBA podem representar uma transferência de
despesa pessoal que você
teria e que será assumido pela empresa.
10.
Mantenha a confiança e a auto-estima.
Uma postura determinada
e segura compõe uma imagem adequada ao seu marketing
pessoal. Além disso, calcule
os riscos de sua iniciativa. Cuidado também com a
opção de flertar com oferta de
trabalho de outra empresa. Poderá receber um
“até logo” quando imaginava que a
proposta
seria coberta.
Você avaliou seu
desempenho,
estudou o mercado e sua companhia, planejou uma
argumentação sólida e coerente para
respaldar seu pedido de aumento salarial e negociou. Se mesmo assim a
empresa tem
sucessivamente negado um reconhecimento efetivo pelo trabalho,
é hora de considerar
a possibilidade de mudar de emprego. Afinal, tapinha nas costas
não paga contas.
Tom
Coelho,
com formação
em Publicidade pela ESPM, Economia pela USP,
especialização em Marketing pela Madia
Marketing School e Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, e mestrando
em Gestão
Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac,
é consultor, professor
universitário,
escritor e palestrante.Diretor
da Infinity Consulting,
Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos
pelo e-mail
tomcoelho@tomcoelho.com.br.
Visite: www.tomcoelho.com.br
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